Mau Hálito: Conheça as Causas e Como Tratar

Mau hálito. A palavra por si só já gera uma sensação desagradável. Conviver com ele é ainda mais constrangedor e, muitas vezes, a pessoa sequer sabe que tem halitose, outra forma de chamarmos o mau hálito. Ao contrário do que se pensa, a halitose não é uma doença e nem tem como causa problemas no estômago. Até porque os alimentos, uma vez que chegam ao estômago, não voltam. Há válvulas que se fecham e não permitem que eles façam esse movimento. Portanto o mau odor não vem de lá.

A halitose pode ser uma situação passageira ou ser um sintoma de que algo não vai bem no organismo. A estimativa é que entre 30% e 40% dos brasileiros tenham o problema, o que atinge mais de 50 milhões de pessoas! A boa notícia é que o mau hálito pode e deve ser combatido, evitando que as pessoas se afastem de quem sofre com ele para sair do odor desagradável gerado por alguma alteração. Aliás, a origem da palavra é justamente essa, ela vem do latim onde “Halitu” significa ar expirado e “osi” alteração. O ar expirado no caso vem do pulmão e sai pela boca e até pelas narinas e está alterado por alguma razão.

 

O que Causa?

 

Há diversas causas para a halitose e podemos até dividi-las grupos, começando pela má higiene bucal até chegar às infecções na garganta ou nos pulmões. Vamos a elas. A ingestão de alimentos como cebola e alho e o hábito de fumar podem levar a halitose transitória. Gengivites e outras doenças periodontais também são causa do odor desagradável, assim como a presença de fendas nas amígdalas (elas permitem o acúmulo de resíduos no espaço). Doenças como diabetes, distúrbios gastrintestinais e doenças renais também podem ter relação com o problema. Até TMP e prisão de ventre podem levar ao hálito ruim.

Mas o fator mais comum da halitose é a saburra lingual – aquela massa esbranquiçada ou amarelada, formada por células mortas, restos de alimentos e bactérias, que se acumulam na língua. É aí que ocorre a eliminação de um gás a base de enxofre que causa o mau hálito. Por isso é essencial que a língua também seja escovada. Hoje já há no mercado várias marcas de escova de dentes que trazem atrás da parte das cerdas um limpador de língua. É um bom começo.

E lembra aquela dica da vovó de que água faz bem à saúde? Pois bem, ela vai além disso: beber muita água previne o mau hálito. Isso acontece porque quando bebemos pouca água não produzimos a quantidade ideal de saliva, e é ela que limpa a nossa boca. Nesses casos, há aquela sensação de boca “preguenta” pois a saliva fica mais viscosa e com isso gera a saburra lingual. Nesse mesmo sentido, enxaguatórios bucais à base de álcool também aumenta o problema por ressecar a boca e, como consequencia, potencializar a formação da saburra lingual.

Há ainda outra dica saudável que serve para a prevenção do mau hálito Londrina: praticar exercícios. Isso mesmo, a prática de atividade física é desestressante, e o estresse está entre as causas da halitose. Como se vê, há dicas simples que podem ajudar a combater o problema, como se alimentar ao longo do dia. Comer de três em três horas não ajuda só na saúde, também evita o odor ruim na hálito pois o jejum prolongado é outra causa do problema.

Ocorre que nem sempre essas dicas bastam. Nesses casos é preciso procurar um dentista pois a causa da halitose pode estar ligada a doenças, como as gengivites que citamos acima, excessos de tecido gengival, feridas cirúrgicas, cáries abertas e extensas, câncer bucal e próteses mal adaptadas. O importante é vencer a vergonha ou receio de falar sobre o problema e buscar ajuda.

Cabe lembrar que crianças também podem ter mau hálito. Os pais precisam estar alertas e cuidar da higiene bucal dos filhos para evitar o problema. Visitas regulares ao dentista ajudam a manter a saúde da boca em dia e evitar a formação de tártaro e caries que possam desencadear a halitose nessa idade.

Crianças que respiram pela boca também ficam mais suscetíveis ao mau hálito pois esse hábito resseca a boca e com isso as bactérias tendem a crescer mais. O mesmo acontece com quem faz uso de chupeta – ela pode ficar com restos de alimentos e criar um ciclo vicioso entre chupeta e boca, proliferando o mau hálito. É importante esterilizar as chupetas com água fervendo para que fiquem efetivamente limpas (largar as chupetas também pode ser uma saída, um pouco mais difícil).

Semelhante ao que ocorre nos adultos, alimentos fortes como a cebola também desencadeiam o problema assim como as doenças, em especial infecções no nariz ou na garganta. Por isso, em alguns casos, é recomendada a visita ao pediatra. Não use antissépticos bucais pois eles não tratam o problema, só escodem e com isso ele acaba aumentando. Mau hálito em crianças também merece atenção. E balas, doces e chicletes não ajudam em nada a evitar o problema.

Alguns alimentos, como maçãs, cenouras, aipo e salsinha, ajudam na limpeza da boca. Adotar o hábito de comer tirar de cenoura crua, por exemplo, colabora na tarefa de deixar os dentes limpos e livres de bactérias.

 

O Mau Hálito e suas Relações com as Doenças Bucais e Sistêmicas

 

Cerca de 75% dos casos de halitose (mau hálito) têm sua origem em um problema bucal. Outras causas do mau hálito são os distúrbios gástricos, infecções nos seios (maxilares/paranasais) e doença gengival grave – afirmam os Drs. Claudio e Clauber Romagnoli. O sucesso do tratamento depende da determinação de sua causa. Outras doenças podem causar mau hálito, como: diabetes, doenças renais ou hepáticas, e distúrbios gastrintestinais. Tão logo o dentista determine a causa, o tratamento pode começar.

 

Qual a Relação entre Doença Bucal e Doença Sistêmica?

 

Pesquisas recentes sugerem que há uma relação entre doenças bucais e doenças sistêmicas (diabetes, doenças cardiovasculares, derrame cerebral, infecções respiratórias, mal de Alzheimer) e outras enfermidades. Quando o tecido gengival se inflama dando origem à gengivite, mediadores inflamatórios chamados citocinas, presentes no tecido gengival, podem passar para a saliva e serem aspirados para dentro dos pulmões. As bactérias responsáveis pela periodontite também podem penetrar no sistema circulatório e deslocar-se até outras partes do corpo. As bactérias bucais podem causar infecções secundárias ou a inflamação de outros tecidos ou sistemas orgânicos do corpo.

 

Quem Você deve Consultar, se tiver Mau Hálito?

 

Se achar que a causa de seu mau hálito é a dieta alimentar, consulte um nutricionista. Ele poderá ajudá-lo a modificar sua dieta. Se o problema for má higiene bucal e você tiver gengivite, (inflamação da gengiva) ou periodontite (perda do osso que sustenta os dentes), consulte seu dentista e peça instruções sobre como melhorar a higiene bucal. Se o problema for infecção das amígdalas ou uma infecção respiratória, siga as recomendações de seu clínico geral ou de um especialista em ouvido, nariz e garganta (otorrinolaringologista) ou doenças do pulmão e trato respiratório (pneumologista).

Nos Estados Unidos, a maioria das pessoas têm a sensação de boca seca devido a medicamentos, disfunção das glândulas salivares ou ao fato de estarem passando por tratamento de câncer com rádio ou quimioterapia. Por favor, consulte seu médico, cirurgião maxilofacial ou oncologista e siga as orientações que lhe derem sobre os produtos que podem aliviar os sintomas da boca seca. As pessoas que têm diabetes, problemas renais, hepáticos ou distúrbios gastrintestinais devem consultar um clínico geral, um urologista ou gastroenterologista para saber como reduzir o mau hálito Londrina. Entre em contato com seu dentista e peça informações sobre a especialidade médica indicada para resolver seu problema de mau hálito.

 

Curiosidade

 

É possível medir o grau da halitose utilizando aparelhos como o halímetro. Existem alguns modelos portáteis que permitem aos pacientes controlar a intensidade do distúrbio. E para quem conhece um amigo que tem o problema mas não sabe como ajudar – ou falar do assunto – aqui vai uma dica especial. A Associação Brasileira de Halitose (ABHA) criou o serviço “SOS Mau Hálito”. Por meio do site a pessoa pode inclui o e-mail ou endereço do amigo que sofre com o mal e a ABHA manda o aviso por meio de e-mail ou carta, claro que sem revelar quem mandou a informação. O serviço existe desde 1990 e atualmente são enviados cerca de 600 e-mails ao mês. Informe-se: www.abha.org.br.

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