Câncer Bucal: Conheça os Sinais de Alerta

Doença perigosa, o câncer de boca ocupa a 5ª colocação entre os mais comuns em homens e a 7ª posição entre as mulheres. Parte dessa estatística se explica pelo fato desta doença ter forte ligação com o tabagismo e consumo elevado de bebidas alcoólicas, hábitos mais fortes no sexo masculino. A doença é mais comum a partir dos 40 anos.

Além do fumo e do álcool, má higiene bucal e uso de próteses dentárias mal-ajustadas também podem levar à doença, assim como a exposição solar para o caso de câncer nos lábios. Falando em regiões, o câncer de boca envolve tanto os lábios como a cavidade oral, isto é, as estruturas da boca como gengivas, língua, assoalho, palato duro, amígdalas ou nas glândulas salivares.

O diagnóstico precoce é um grande aliado no tratamento. Dentre os sinais que precisam ser observados estão feridas que não cicatrizam, ulcerações na boca (que podem doer ou não), manchas esbranquiçadas ou avermelhadas tanto nos lábios como na mucosa. Além disso, em estágios avançados o câncer de boca provoca dificuldade para falar, mastigar e engolir, além de dor e presença de caroço no pescoço (linfadenomegalia cervical).

Todos podem ajudar a detectar essa doença prestando atenção a alterações na boca. Além disso, visitas regulares ao dentista facilitam a detecção da doença em estágios inciais ou até mesmo a verificação de lesões perigosas antes que elas levem ao desenvolvimento do câncer.

O INCA – Instituto Nacional do Câncer – orienta que pessoas acima dos 40 anos que fumam e bebem devem estar mais atentas e ter sua boca examinada por profissional de saúde (dentista ou médico) pelo menos uma vez ao ano.

 

Números

 

Dados do INCA estimaram em 14.170 o número de novos casos da doença em 2012, sendo 9.990 em homens e 4.180 em mulheres. Dados de 2009 indicam que 6.510 pessoas morreram em decorrência da doença no Brasil: 5.136 homens e 1.394 mulheres. Números que poderiam ser menores caso as pessoas fizessem mais o auto-exame da boca o fossem regularmente aos consultórios odontológicos ou médicos para consultas de rotina.

O mais importante – e que por isso merece ser destacado – é que todo e qualquer tipo de lesão traumática, feridas ou aftas que persistam por mais de 15 dias na boca sem cicatrização deve ser examinada. Se diagnosticado precocemente, as chances de cura do câncer bucal são de 60% em média. Quando a doença é descoberta em estado adiantado, esse número cai para 30%.

 

Como tratar?

 

Há três formas principais para o tratamento do câncer de boca: cirurgia, radioterapia e quimioterapia. Quase sempre a cirurgia é indispensável, seguida de sessões de radio ou quimioterapia. O profissional habilitado para definir a melhor forma de atuação é o oncologista em parceria com o cirurgião de cabeça e pescoço e o radioterapeuta, além do cirurgião dentista.

É essencial entrar em contato com um profissional que esteja familiarizado com as mudanças produzidas na boca por essas terapias. A radioterapia, por exemplo, quando usada na área de cabeça e pescoço pode gerar irritação ou ressecamento da boca, dificuldade de deglutir e perda do paladar. A radiação também aumenta o risco de cáries, por isso, é muito mais importante cuidar bem da boca e da garganta neste período.

 

Cuidados Reduzem o Risco de Câncer Bucal

 

  • Evite ou reduza o consumo de fumo e de álcool;
  • Mantenha uma boa higiene bucal;
  • Faça uma alimentação rica em frutas, verduras e legumes;
  • Proteja-se dos raios do sol (boné, chapéu, protetor solar, inclusive os labiais);
  • Elimine fatores traumáticos na boca, como prótese mal adaptada e dentes tortos;
  • Visite o dentista regularmente;
  • Faça o auto-exame periodicamente.

Esses cuidados minimizam os riscos de desenvolver a doença. O fumo, por exemplo, é um dos principais fatores que levam ao câncer de boca. Estima-se que aproximadamente 75% a 90% de todos os cânceres que acometem a região da cabeça e do pescoço sejam consequência do tabagismo. E quem fuma há mais de 10 anos, tem um risco 25 vezes maior de desenvolver câncer de boca, quando comparados aos indivíduos que nunca fumaram.

Mesmo quem tem o hábito de mascar tabaco tem mais risco: esse costume eleva em 50 vezes a possibilidade de se desenvolver o câncer bucal. O melhor a se fazer é não fumar nem usar quaisquer outros produtos derivados do tabaco. Quando uma pessoa para de usar esses produtos, mesmo depois de vários anos de consumo, o risco de contrair câncer bucal se reduz significativamente.

É bom lembrar que o consumo excessivo de bebidas alcoólicas também aumenta o risco desse tipo de câncer. A combinação fumo/álcool torna esse risco ainda muito maior.

Se você não fuma nem masca tabaco, não comece a fazê-lo.

 

Sinais de Alerta

 

Nem sempre é possível perceber os primeiros sinais que indicam a existência do câncer bucal, o que aumenta a importância das consultas regulares com o dentista ou o médico. Seu dentista foi preparado para detectar os primeiros sinais do câncer bucal. Contudo, além das consultas regulares, é preciso que você fale com seu dentista se perceber qualquer dos sinais abaixo:

  • Ferida nos lábios, gengiva ou no interior da boca, que sangra facilmente e não parece melhorar;
  • Um caroço ou inchaço na bochecha que você sente ao passar a língua;
  • Perda de sensibilidade ou sensação de dormência em qualquer parte da boca;
  • Manchas brancas ou vermelhas na gengiva, língua ou outra parte da boca;
  • Dificuldade para mastigar ou para engolir;
  • Dor sem razão aparente ou sensação de ter algo preso na garganta;
  • Inchaço que impede a adaptação correta da dentadura;
  • Mudança na voz.

 

Como fazer o Auto-exame

 

Uma das principais maneiras de perceber precocemente o câncer bucal, além das visitas aos profissionais de saúde, é fazer o auto-exame da boca. Preste atenção a todas as regiões e com a ajuda de um espelho veja como estão as seguintes estruturas:

  • Lábios
  • Língua
  • Gengivas
  • Bochecha
  • Palato (céu da boca)
  • Amígdala

Fique alerta! O câncer de boca aparece, geralmente, como uma úlcera que no início não dói, mas tem como diferença o falto de não cicatrizar. Essa lesão cresce continuamente e pode ter alteração de cor (manchas brancas, vermelhas ou pretas). Entre os principais fatores que contribuem para o desenvolvimento do câncer bucal estão o tabagismo, o consumo de álcool, a luz solar, agentes infecciosos e má alimentação. O diagnóstico precoce é fundamental para o sucesso do tratamento.

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